DIOCESE DE
CAMPO MAIOR

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Em clima de despedida, Clero da Diocese de Campo Maior homenageia Dom Eduardo

Em clima de despedida, Clero da Diocese de Campo Maior homenageia Dom Eduardo

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No final da Celebração Eucarística da benção dos Santos Óleos, o Padre Juscelino, representando todo o clero da Diocese de Campo Maior agradeceu a Dom Eduardo Zielski pelos 16 anos em que esteve à frente da Diocese de Campo Maior.

Padre Juscelino lembrou de episódios do episcopado de Dom Eduardo em Campo Maior, falando da admiração que o clero possui a ele como missionário, por não ser “apegado ao dinheiro”, mas sim à “Doutrina da Igreja, como todo bispo defende.”

Ressaltou ainda que Dom Eduardo nunca tomou decisões “monocráticas”, contando sempre com a opinião do Colégio de Consultores da diocese, e que ele apoiou espiritual e economicamente os padre em momentos difíceis. Quanto a isso, Padre Juscelino disse: “Lembro-me e recordo, por ocasião do falecimento de dois sacerdotes, ele lá estava presente dando apoio espiritual e financeiro, para que o velório e para o padre que estivesse convalescendo, tivessem dignidade.”

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O trabalho realizado na formação dos leigos, nas pastorais também foi enaltecido.

“Ouro e prata não temos, mas leve nos seus alforjes a nossa amizade, o nosso carinho, o nosso amor fraterno. Com certeza todos nós rezaremos pela sua nova missão. Parabéns! Muito obrigado por tudo!”, disse o padre no fim da homenagem.

Após a salva de palmas, Dom Eduardo agradeceu a homenagem e disse:

“Sabe o que se deve fazer para alegrar o pai? É quando o pai fecha os olhos e os filhos fazem o que devem fazer!

O que ensinam e o que aprenderam com o pai, entendido?

Papai vai agora embora, né! E vocês mostrem que agora vão levar para frente com corresponsabilidade o serviço sacerdotal, para qual todos nós fomos chamados, cada um no seu posto. Agora é o tempo de mostrar a fidelidade e a corresponsabilidade! Obrigado a vocês que chegaram!”

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Dom Eduardo foi nomeado pelo Papa Francisco como novo bispo de São Raimundo Nonato, no dia 2 de março de 2016. Sua posse ocorrerá dia 2 de abril (Dia da Festa da Divina Misericórdia).

Sua ordenação sacerdotal aconteceu em 21 de maio de 1972, em sua cidade, Brodnica. Em 1980, chega ao Brasil por meio da missão “Fidei Donum”. Em Santa Catarina, participou do projeto Igrejas Irmãs das dioceses de Blumenau (SC) e Irecê (BA). A experiência o motivou a se deslocar para o nordeste brasileiro, onde atuou em Irecê, Ibimirim (PE) e Tacatatu (PE).

Em 2 de fevereiro de 2000 foi nomeado bispo de Campo Maior. Sua ordenação e posse aconteceram no dia 7 de maio do mesmo ano. Ele é bispo referencial para a Animação Bíblico Catequética do regional Nordeste 4 da CNBB.

ASSISTIR O VÍDEO DA HOMENAGEM

https://youtu.be/gs8mTPZlJo0

Confira a homenagem do Clero da Diocese de Campo Maior (Adaptado):

“Neste momento, nós, padres da Diocese de Campo Maior, não poderíamos deixar de agradecer a Deus pelos 16 anos que Dom Eduardo esteve conosco. Admiramos a sua alteridade, não apegado ao dinheiro, mas apegado à Doutrina da Igreja, como todo bispo defende.

Um sacerdote Fidei Donum, missionário, que não é apegado às coisas e aos lugares, mas busca sempre realizar a vontade de Deus na sua vida, não tendo medo dos desafios, pois sabe ele que Deus está sempre presente, e a Virgem Maria e os Santos.

Agradecemos a Deus pelos momentos que estivemos juntos, não nos esquecemos das vezes que alguns estavam convalescentes, e sabendo da notícia que o sacerdote estava enfermo, no mesmo instante se dirigia ao hospital ou casa de saúde para dá não só o apoio espiritual, mas também o apoio econômico.

Quando mudávamos de paróquia, sempre tinha essa preocupação. Logo após a posse ele perguntava:

– Meu filho! Aqui esta dando para você se manter?

Em muitas vezes até ajudou um ou outro quando via a necessidade, de maneira que tudo isso eu resumo, e agradecemos a Deus.

Agradecemos até pelas vezes que o senhor nos chamou a atenção. O senhor nos chamava atenção não querendo o nosso mal, mas como um pai chama a atenção de um filho para que volte o coração para as coisas boas. As vezes que o senhor me chamou a atenção foi querendo o meu bem, não o meu mal! E assim foi com muitos dos nossos irmãos.

Lembro-me e recordo, por ocasião do falecimento de dois sacerdotes, ele lá estava presente dando apoio espiritual e financeiro, para que o velório e para o padre que estivesse convalescendo, tivessem dignidade.

Aprendemos com o senhor, que fundamentou seu trabalho na pastoral, na formação do leigo. Com certeza nos sentimos felizes por que nós, padres e presentes, fomos co-responsáveis com o senhor.

Nas decisões sempre chamava o Colégio dos Consultores. Nunca tomava decisões monocráticas, mas sempre fundamentadas naqueles que representavam com fidelidade e por direito os demais sacerdotes. Os que o senhor chamava de Senado do bispo.

Como dizem as escrituras: Ouro e prata não temos, mas leve nos seus alforjes a nossa amizade, o nosso carinho, o nosso amor fraterno. Com certeza todos nós rezaremos pela sua nova missão. Parabéns! Muito obrigado por tudo!”

Reportagem: Helder Felipe (Assessoria de Comunicação Diocesana)

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