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Bispos Anteriores

Bispos Anteriores

1º Bispo  – Dom Abel Alonso Nuñes

Dom Abel Alonso Nuñes nasceu em 14 de junho de 1921, na pequena cidade de Ventas de la Barreira, Diocese da província de Orense, onde se batizou no dia i6 de agosto de 1921 e se crismou no dia 24 de maio de 1923 e, naturalizou-se brasileiro a 24 de dezembro de 1979, pela Portaria n° 990, de 20 de dezembro de 1978, do Ministério da Justiça. Ingressou na Ordem Mercedária no dia 21 de novembro de 1934, no Convento de Sárria. Recebeu o hábito de Noviço no Convento de Verin, a 15 de agosto de 1938 e fez sua profissão simples no dia 9 de outubro do ano seguinte, indo logo ao Convento Maior de Poyo, onde cursou Filosofia e Teologia. Professando os votos solenes no dia 8 de agosto de 1943 e sendo ordenado presbítero a 22 de dezembro de 1945, em Lugo, por Dom Raphäil Balanjá e Navarro. Celebrando sua 1ª missa, em 29/12/45, no Convento dos Mercedários, em Verin, Orense.

Os três primeiros anos de vida sacerdotal, passou-os no Colégio Tirso de Molina, em El Ferrol, como professor de Primeiro Grau. Em 1949, foi nomeado vigário da casa de Olivenza, dependente do Tribunal de Proteção de Menores. Em 1951, voltou a El Ferrol, como diretor do Colégio que alcançou, no seu tempo, alto prestígio. Em 1953, foi designado ao Convento de La Paz, Bolívia, onde desempenhou, na paróquia, o cargo de vigário-coadjutor. No ano seguinte, foi nomeado Superior Conventual, para São Paulo, cargo que juntamente com o pároco exerceu até 1960. Neste período, desenvolveu ingente trabalho pastoral e administrativo, devendo-se a ele a construção de grande igreja paroquial e da residência conventual para cujos objetivos desprendeu intensa atividade, fruto de contagiante otimismo e espírito empreendedor.

Em 1960, foi designado para trabalhar no Rio de Janeiro, onde exerceu o cargo de Superior Conventual e pároco da igreja das Mercês, em Ramos, desempenhando, também, o cargo de Vice-Provincial dos Mercedários do Brasil, prosseguindo com o mesmo afinco e zelo o trabalho pastoral. Em 1963, foi comissionado pelo Provincial para fazer a visita canônica das casas mercedárias do Brasil. Foi, ainda, Superior e pároco do Convento de Pavuna, sendo, novamente, transferido, em 1970, para a Casa Provincial de Ramos, como Superior e Vigário Provincial. Em setembro do mesmo ano foi nomeado pároco de Ramos, cargo que ocupou até o ano seguinte quando por decreto de Sua Santidade o Papa Paulo VI foi elevado à dignidade do episcopado, a 14 de julho de 1971, o sendo designado para Bispo Auxiliar de Sua Bx cia Revmo. D. José Vasquez Diaz, Prelado de Bom Jesus do Gurguéia, no Sul do Piauí e ordenado Bispo na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Mercês no Rio de Janeiro no dia 24 de setembro de 1971 por Exmo Sr. Núncio Apostólico Dom Umberto Mozzoni e consagrantes D. José Vasquez Diaz, O. de M., D. José de Castro Pinto e Dom Cândido Lorenzo González, O. de M.

Como Bispo Auxiliar de Bom Jesus, Dom Abel desempenhou um excelente trabalho pastoral, visitando, com frequência, as quase “inacessíveis” cidades do extremo Sul do Piauí, organizando cursos de catequese nas paróquias, promovendo encontros de grupos cristãos, elevando, assim, o espírito religiosos e o fervor do povo em toda Prelazia.

A 31 de março de 1976, um novo decreto do Papa Paulo VI nomeia o dinâmico Bispo mercedário para reger os destinos da recém-criada Diocese de Campo Maior, no Norte do Estado, tomando posse, como seu 1° Bispo, a 12 de junho de 1976.

2º Bispo – Dom Eduardo Zielski

Dom Eduardo Zielski nasceu em 12 de fevereiro de 1947, em Brodnica, na Polônia. Estudou Filosofia e Teologia no Seminário Maior de Pelplin e foi ordenado sacerdote em sua cidade natal no dia 21 de maio de 1972. Inicialmente, atuou em paróquias polonesas, como Santa Cruz, em Osie, e Nossa Senhora do Rosário, em Gdynia-Demptowo.

 

Em 1980, respondeu ao chamado missionário “Fidei Donum” e veio ao Brasil, fixando-se primeiro em Blumenau (SC), onde assumiu a Paróquia de Cristo Rei. Participou do projeto Igrejas Irmãs, que unia as dioceses de Blumenau e Irecê (BA), e a partir dessa experiência seguiu sua missão no Nordeste. Serviu como pároco da Catedral de São Domingos em Irecê (BA), na Paróquia Santo Antônio de Pádua em Ibimirim (PE) e no Santuário de Nossa Senhora da Saúde em Tacaratu (PE).

 

Em 2 de fevereiro de 2000, foi nomeado pelo Papa João Paulo II como bispo da Diocese de Campo Maior (PI), recebendo a ordenação episcopal no dia 7 de maio do mesmo ano. Durante seu episcopado, destacou-se pela dedicação pastoral e pelo trabalho missionário, sobretudo com a difusão do Movimento Evangelizador Luz-Vida, originário da Polônia e trazido pelo então Pe. Eduardo Zielski ao Brasil, com o objetivo da evangelização da juventude. No Regional Nordeste 4 da CNBB, foi bispo referencial para a Animação Bíblico-Catequética, acompanhando iniciativas de evangelização e formação.

 

Após 16 anos à frente de Campo Maior, foi transferido em 2016 para a Diocese de São Raimundo Nonato (PI), onde permaneceu até 2023, quando teve sua renúncia aceita pelo Papa Francisco. Atualmente, é bispo emérito dessa diocese, lembrado por sua espiritualidade simples, ardor missionário e proximidade com o povo nordestino, que marcou profundamente sua trajetória episcopal no Brasil.

3º Bispo – Dom Francisco de Assis, CSRS.

Dom Francisco de Assis Gabriel dos Santos, nascido em 05 de fevereiro de 1968, é um paraibano natural da cidade de Esperança. Ele faz parte de uma família simples, com forte influência católica, sendo o terceiro filho entre sete irmãos. Sua formação religiosa e acadêmica foi toda recebida no Brasil. Em 1994 formou-se em Filosofia pelo Instituto Teológico e Pastoral, e em 1999 formou-se no grau de bacharel em Teologia pelo Instituto Teológico São Paulo, com diploma pelo Instituto Santo Anselmo, de Roma. Sua Ordenação Sacerdotal aconteceu em sua terra natal, no dia 22 de julho de 2000.

De 2000 a 2002, exerceu o ministério sacerdotal na Diocese de Garanhuns como vigário paroquial de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, membro do conselho presbiteral e coordenador de uma

área pastoral. Entre 2003 e 2010, atuou em Recife, onde desempenhou as funções de reitor do Postulantado Redentorista Beato Gaspar Stanggassinger; vigário paroquial de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no distrito de Madalena, e de Nossa Senhora do Rosário no distrito de Torres; reitor da Casa de Formação Redentorista Padre Pitiá; conselheiro da Vice-Província Redentorista do Recife. Em 2011, retornou à comunidade redentorista de Garanhuns e nesta diocese atualmente é pároco de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, vigário episcopal para a Vida Consagrada e coordenador da Pastoral da Comunicação.

Em 2010 concluiu o curso de Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, chegando a produzir programas de rádio, entre eles, o “Caminhos da Fé”, da Rádio Olinda (PE) e a publicação “Dom Helder Abrindo Caminhos”. Em 2017, atuando como vice provincial dos Redentoristas em Recife e pároco na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns (PE), veio a ser nomeado pelo Papa Francisco como novo bispo da Diocese de Campo Maior, no dia 21 de junho. Quase oito anos depois, foi nomeado pelo Papa Francisco bispo da Diocese de Cajazeiras, na Paraíba, em 09 de abril de 2025, tomando posse em 05 de julho do mesmo ano.

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