DIOCESE DE
CAMPO MAIOR

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Homilia de Padre Duarte no encerramento do Ano Extraordinário da Misericórdia

Homilia de Padre Duarte no encerramento do Ano Extraordinário da Misericórdia

20 novembro de 2016, Solenidade de Cristo Rei,

Santa missa, às 10h00min, na Catedral de Santo Antonio (Campo Maior – PI).

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Padre Raimundo Duarte, Administrador Diocesano de Campo Maior, fechando a Porta Santa, na Catedral de Santo Antonio.

Solenidade de Cristo, Rei do universo – Encerramento da Quadragésima Assembléia Diocesana de Pastoral e encerramento do ano Santo Extraordinário da Misericórdia… A minha primeira palavra nesta solenidade é de gratidão… Gratidão por Deus ter me concedido esta graça de, à frente desta Diocese – juntamente com todos os nossos padres, aos quais sou muitíssimo grato – vivenciar este Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco, por meio da Bula Misericordiae Vultus (O Rosto da Misericórdia), que aqui, na nossa Diocese, teve seu início no dia 08 de dezembro do ano passado, com a abertura da Porta Santa, nesta Catedral de Santo Antônio.

E hoje – dia de Cristo, Rei do Universo – último domingo do tempo comum, realizar o seu encerramento nesta celebração de fechamento simbólico da Porta Santa… Agradecer também à Mãe de Jesus, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que peregrinou por nossa Diocese, durante todo o mês de maio até o dia 13 de junho, no encerramento do festejo do glorioso Santo Antônio… Com toda certeza guiando nossos passos neste momento de vacância da nossa Diocese.

Durante o Ano Santo todos nós cristãos, fomos chamados a sermos “misericordiosos como o Pai” (Lc 6,36) e a praticarmos as obras de misericórdia: as espirituais e as corporais. A Catedral de Santo Antônio, a Igreja Mãe de nossa Diocese, foi escolhida para receber os peregrinos das diversas paróquias, possibilitando o recebimento de indulgência plenária, que é o perdão total dos pecados… De que forma? Passando pela Porta Santa e cumprindo três condições essenciais: Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração nas intenções do Santo Padre, o Papa.

E aqui vieram diversas representações paroquiais, acompanhadas de seus respectivos párocos, que tiveram a possibilidade e ocasião de encontro com a Misericórdia de Deus e de crescimento da misericórdia nas relações com o próximo, à luz da parábola do bom samaritano.

E neste contexto, o que significa celebrar Cristo Rei do Universo? O que nos vem à mente, quando falamos em Rei? Certamente imaginamos em Poder, traduzido na força, vaidade, ostentação, manipulação… Entretanto, o evangelho de hoje, nos apresenta duas visões contraditórias de poder.

A primeira, onde Deus e nosso Pai nos mostra, em Cristo crucificado e humilhado, o modelo a seguir. Um Rei, cujo poder se traduz na entrega ao outro, em contraposição aos poderosos que sugam o sangue dos pequenos e pobres. O que não ´e muito diferente hoje.

A segunda se revela nos dois crucificados ao lado de Jesus. Para um, exercer o poder é oprimir. Se Cristo não fizer isso, não é poderoso. Já o outro vê no sofrimento, na paixão, na entrega, o verdadeiro rosto daquele que exerce o poder, de acordo com a vontade do Pai.

Isso é confirmado na primeira leitura, que nos apresenta a unção do Rei Davi, coroado como Rei do povo judeu, pelos que queriam mudanças na forma de vida daquela sociedade.

Daí, que São Paulo, nos convida a dar graças ao Pai, que revelou, no Rei crucificado, – Jesus – o que é o poder de Deus, o que é a sua realeza: pôr-se a serviço do outro. E a palavra de Deus exige que assumamos o amor que se expressa no serviço.

E para encerrar, quero chamar a atenção, pois estamos finalizando – com grande grau de aproveitamento – a nossa Quadragésima Assembléia de Pastoral, que irá nortear nossa ação pastoral em 2017 e cujo tema foi o documento da CNBB, Cristãos leigos e leigas, na Igreja e na sociedade, sal da terra, luz do mundo”, onde os leigos e leigas são chamados a viver no interior da Igreja com total responsabilidade, à luz da vocação recebida no batismo, atuando seja na família, na política, como profissionais da educação, da saúde, da justiça… Nas pastorais, nos movimentos e organismos, nos ministérios que exercem… E que façam-no sempre como leigos e leigas, sempre testemunhando o Evangelho, sobretudo no dia a dia vida. Amém!

Por Padre Raimundo Duarte – Administrador Diocesano de Campo Maior

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