Da Diocese

UESPI de Campo Maior aborda a história da Igreja de Santo Antonio em evento com acadêmicos

A Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Campus Heróis do Jenipapo (Campo Maior – PI), promoveu durante os dias 21 e 22 de novembro o I Encontro Expogeo Cultural, tendo como temática a “construção e preservação da identidade campomaiorense”. O evento contou com palestras, minicursos, apresentação de trabalhos e mesas redondas.

Durante a manhã de hoje (22) aconteceu uma mesa redonda que tratou sobre “expressões culturais da religiosidade campomaiorense” e entre os trabalhos apresentados esteve o da professora Natália Oliveira, mestra em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana – Roma, envolvendo a história de um pouco do patrimônio religioso da cidade: A Igreja de Santo Antônio e seu festejo.

Em entrevista para a comunicação da diocese, a historiadora falou da felicidade em participar do evento e de ter o tema de suas pesquisas debatido: “Fiquei muito honrada em participar do I Expogeo Cultural, por que aconteceu na UESPI de Campo Maior, a casa onde eu iniciei minha formação acadêmica. O Festejo de Santo Antônio é uma marca que se estende no tempo, algo concreto que permanece nestes nossos 300 anos de história”, disse.

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Um dos pontos tratados na apresentação de Natália Oliveira foi a divergência que existe até hoje sobre a data na criação da Paróquia de Santo Antônio, e que segundo dados oficiais da própria Igreja Católica, a instalação ocorreu em 1715: “Ressaltei aos pesquisadores a necessidade de ter atenção ao uso das fontes históricas e uso das temáticas. Eu destaco na minha pesquisa que existe uma grande divergência em relação a data da criação da Paróquia de Santo Antônio, porém a Igreja Católica, como instituição, utiliza como data o ano de 1715. Eu, como pesquisadora do período contemporâneo, fiz uso da fonte oficial da Igreja, presente no Anuário Católico, não deixando de ressaltar as várias divergências que existem”.

Ainda segundo a historiadora é possível que a primeira missa tenha sido realizada até mesmo em período anterior ao apresentado pela Academia Campomaiorense de Artes e Letras, que é de 12 de novembro de 1712: “No que diz respeito a data da primeira missa realizada em Campo Maior, também não há nenhum dado concreto. O que se sabe é que os jesuítas já andavam por estas terras. Os próprios historiadores do período colonial, como o Padre Cláudio Melo, Monsenhor Chaves, Odilon Nunes e Luiz Mott não apresentam uma data precisa”, afirmou.

Ainda na mesa redonda, o professor Márcio Douglas, doutorando em História Social (UFPA) e mestre em Antropologia (UFPI) falou sobre a devoção popular à São Gonçalo em Campo Maior. Já a especialista em história e cultura Afro (UFPI), Nara Kerliâne falou sobre a devoção popular campomaiorense.

Quem é Natália Oliveira?

Natália Oliveira é campomaiorense. Em sua vida de igreja já participou de vários grupos de jovens da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima (Campo Maior-PI), onde já ajudou também como catequista. Tem licenciatura em História pela UESPI (Universidade Estadual do Piauí) e Mestrado pela UFPI (Universidade Federal do Piauí). Foi de seu trabalho de mestrado que surgiu o livro intitulado “Da Matriz vejo a cidade”, que foi lançado no dia 10 de novembro de 2015, durante as comemorações pelos 300 anos de instalação da Paróquia de Santo Antônio.

Reportagem: Helder Felipe – Diocese de Campo Maior

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  • Parabéns Dom Francisco, que por onde passa deixa enormes rebanhos de filhos de Deus!

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