MOVIMENTO VOCACIONAL AGÁPE

POR QUE ESTE PROJETO?

É óbvio dizer que a existência da Igreja Católica depende dos padres. Eles são indispensáveis para nossa Igreja. Sabemos também que o número de padres na nossa Igreja no Brasil e inclusive na nossa diocese é insuficiente. (A recomendação da Santa Sé é que um padre deveria atender no máximo 2.000 fiéis. Na nossa diocese um padre está atendendo quase 10.000 pessoas, exatamente 9.778 conforme o último senso IBGE). Esta constatação nos leva a intensificar nossos esforços para despertar novas vocações e ajudá-los a se concretizar no momento da ordenação. A nossa Igreja Diocesana precisa mais padres. E o padre não é para si mesmo nem para o bispo, mas para os fiéis, como dizia São João Maria Vianney: “O sacerdote não é sacerdote para si mesmo, mas por vocês”.

Por isso a responsabilidade neste caso é de todos batizados e de maneira mais direta, destas pessoas que têm consciência da necessidade de mais padres e padres bem preparados tanto intelectualmente como espiritualmente. Dizia também o Santo Cura d’Ars: “Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da Misericórdia Divina”. O Movimento Vocacional “AGÁPE” tem por objetivo servir a nossa Igreja Diocesana para despertar esta consciência no número maior das pessoas, algo que é vital para futuro da nossa Igreja.

OBJETIVO

Promover as vocações sacerdotais e criar a consciência da responsabilidade dos fiéis leigos na formação de futuros padres através de contribuições livres e voluntárias e na auto-sustentabilidade da formação dos seminaristas da Diocese de Campo Maior.

METODOLOGIA

  • Despertar e formar os animadores do Movimento Vocacional “AGÁPE” nas comunidades;
  • Cada animador formará um grupo de colaboradores voluntários;
  • Os colaboradores se comprometem voluntariamente colaborar mensalmente com uma quantia conforme sua decisão pessoal;
  • A contribuição será entregue ao animador que por sua vez fará o repasse para a secretária do projeto;
  • A secretária do projeto entregará ao animador um recibo que será devolvido ao contribuinte;
  • Cada mês será realizado um encontro com todos os animadores, com o objetivo de informar sobre a situação do projeto (receitas e despesas);
  • Uma vez por ano será realizado um retiro para os animadores para intensificar a parte espiritual do projeto com a participação dos seminaristas.

COORDENAÇÃO

A coordenação do Movimento será formada pelo Bispo Diocesano, dois padres, uma religiosa, dois casais e duas leigas que tem como atribuições promover a articulação permanente do projeto através de reuniões com os animadores, visitas às comunidades e repasse de informações sobre o uso dos recursos recebidos dos contribuintes.

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS PARTICIPANTES NO CONGRESSO EUROPEU SOBRE A PASTORAL VOCACIONAL

Prezados irmãos e irmãs,

É com verdadeiro prazer que me encontro convosco, pensando no precioso serviço pastoral que desempenhais no âmbito da promoção, da animação e do discernimento das vocações. Viestes a Roma para participar num congresso de reflexão, de confronto e de partilha entre as Igrejas da Europa, que tem como tema “Semeadores do Evangelho da vocação: uma Palavra que chama e envia”, destinado a infundir um novo impulso ao vosso compromisso a favor das vocações. A atenção às vocações constitui para cada diocese uma das prioridades pastorais, que adquire ainda mais valor no contexto do Ano sacerdotal, há pouco iniciado. Portanto, saúdo de coração os Bispos Delegados para a Pastoral Vocacional das várias Conferências episcopais, assim com os Diretores dos Centros Vocacionais nacionais, os respectivos colaboradores e todos vós aqui presentes.

No centro dos vossos trabalhos pusestes a parábola evangélica do semeador. Com abundância e gratuidade, o Senhor lança a semente da Palavra de Deus, mesmo consciente de que ela poderá encontrar um terreno inadequado, que não lhe permitirá amadurecer por causa da aridez, ou que apagará a sua força vital, sufocando-a no meio dos arbustos espinhosos. No entanto, o semeador não desanima, porque sabe que uma parte desta semente está destinada a encontrar o “terreno bom”, ou seja, corações ardentes e capazes de acolher a Palavra com disponibilidade, para fazê-la amadurecer na perseverança e para lhe oferecer de novo o seu fruto com generosidade, em benefício de muitos.

A imagem do terreno pode evocar a realidade nem sempre adequada no seio da família; o ambiente às vezes árido e árduo do trabalho; os dias do sofrimento e das lágrimas. A terra é principalmente o coração de cada homem, de modo particular dos jovens, aos quais vos dirigis no vosso serviço de escuta e de acompanhamento: um coração muitas vezes perturbado e desorientado, e, no entanto capaz de conter em si inimagináveis energias de doação: pronto para se abrir nas pérolas de uma vida dedicada por amor a Jesus, capaz de segui-l’O com a totalidade e a certeza que derivam do fato de ter encontrado o maior tesouro da existência. Quem semeia no coração do homem é sempre e só o Senhor. Só depois da sementeira abundante e generosa da Palavra de Deus é possível aventurar-se pelas sendas do acompanhamento e da educação, da formação e do discernimento. Tudo isto está vinculado àquela pequena semente, dom misterioso da Providência celeste, que emana de si uma força extraordinária. Com efeito, é a Palavra de Deus que, por si mesma, realiza eficazmente aquilo que diz e deseja.

Existe outra palavra de Jesus, que utiliza a imagem da semente, e que se pode comparar com a parábola do semeador: “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, permanece ele só; mas se morrer, dará muito fruto” (Jo 12, 24). Aqui o Senhor insiste sobre a correlação entre a morte da semente e o “muito fruto” que ela há de produzir. O grão de trigo é Ele, Jesus. O fruto é a “vida em abundância” (Jo 10, 10), que Ele nos adquiriu mediante a sua Cruz. Esta é também a lógica e a verdadeira fecundidade de toda a pastoral vocacional na Igreja: como Cristo, o sacerdote e o animador devem ser um “grão de trigo”, que renuncia a si mesmo para cumprir a vontade do Pai; que sabe viver escondido do clamor e do rumor; que renuncia à busca desta visibilidade e grandeza de imagem que hoje em dia, com freqüência, se tornam critérios e até objetivos de vida em muitas partes da nossa cultura, fascinando muitos jovens.

Estimados amigos, sede semeadores de confiança e de esperança. Efetivamente, é profundo o sentido de confusão em que muitas vezes vive a juventude contemporânea. Não raro, as palavras humanas são desprovidas de futuro e de perspectiva, despojadas também de sentido e de sabedoria. Difundem-se uma atitude de impaciência frenética e uma incapacidade de viver o tempo da expectativa. E, no entanto, esta pode ser a hora de Deus: a sua chamada, mediada pela força e eficácia da Palavra, gera um caminho de esperança rumo à plenitude da vida. A Palavra de Deus pode tornar-se verdadeiramente luz e força, nascente de esperança, pode traçar um caminho que passa através de Jesus, “caminho” e “porta”; através da sua Cruz, que é plenitude de amor. Esta é a mensagem que nos vem do Ano Paulino, recém-concluído. Conquistado por Cristo, São Paulo foi um suscitador e um formador de vocações, como se vê muito bem das saudações das suas cartas, onde são citadas dezenas de nomes próprios, ou seja, rostos de homens e de mulheres que colaboraram com ele no serviço do Evangelho. Esta é também a mensagem do Ano Sacerdotal, há pouco iniciado: o Santo Cura d’Ars, João Maria Vianney — que constitui o “farol” deste novo itinerário espiritual — foi um sacerdote que dedicou a sua vida à orientação espiritual das pessoas, com humildade e simplicidade, “saboreando e vendo” a bondade de Deus nas situações ordinárias. Assim, ele demonstrou-se um verdadeiro mestre do ministério da consolação e do acompanhamento vocacional. Por conseguinte, o Ano Sacerdotal oferece uma bonita oportunidade para reencontrar o sentido profundo da pastoral vocacional, assim como as suas escolhas fundamentais de método: o testemunho, simples e credível; a comunhão, com itinerários concertados e compartilhados na Igreja particular; a quotidianidade, que educa a seguir o Senhor na vida de todos os dias; a escuta, guiada pelo Espírito Santo, para orientar os jovens na busca de Deus e da verdadeira felicidade; e, finalmente, a verdade, a única que pode gerar a liberdade interior.

Queridos irmãos e irmãs, possa a Palavra de Deus tornar-se cada um de vós nascente de bênção, de consolação e de confiança renovada, para que sejais capazes de ajudar muitos a “ver” e a “tocar” aquele Jesus que acolheram como Mestre. A Palavra do Senhor permaneça sempre em vós, renove nos vossos corações a luz, o amor e a paz que só Deus pode conceder, e vos torne capazes de testemunhar e de anunciar o Evangelho, manancial de comunhão e de amor. Com estes bons votos, que confio à intercessão de Maria Santíssima, concedo de coração a todos vós a Bênção Apostólica.

Roma, 4 de Julho de 2009.

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